“Portugal está hoje melhor preparado para lidar com uma conjuntura externa menos favorável. Uma economia menos endividada, nas famílias, nas empresas e no Estado. Um setor financeiro finalmente capaz de cumprir o seu papel de captador de poupanças e alavanca para o investimento”, afirmou António Costa na abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, em Lisboa.

“[O país tem] menos dívida pública e menos dívida externa. Contas públicas equilibradas, o que permitirá reforçar a tendência de crescimento acelerado do investimento público. E crescente intenção de maior investimento empresarial”, disse ainda António Costa, num debate centrado em temas económicos - “políticas económicas: balanço e perspetivas”.

O primeiro-ministro concluiu o discurso dizendo que, “não obstante a conjuntura externa, os indicadores de atividade e clima económico estão hoje de novo em subida”.

Uma subida, acrescentou, “assente na realidade” em que “a economia portuguesa continua a crescer, a crescer acima da média europeia e a criar mais e melhor emprego”.

A meio de um discurso de 11 páginas, recheado de números e estatísticas para tentar provar os resultados obtidos nos últimos quase quatro anos, António Costa admitiu que, "nas últimas semanas, as principais instituições internacionais têm reduzido as previsões do ritmo de crescimento da economia mundial, em particular para a zona euro, levantando alguns receios sobre o ritmo de crescimento da economia portuguesa".

No entanto, o chefe do Governo disse haver "boas razões para manter a confiança" porque as "previsões convergem em dois pontos fundamentais".

"Portugal vai continuar a crescer e a crescer acima da média europeia", acrescentou, garantindo que, "quando o Governo preparou o cenário macroeconómico para a legislatura", sabia-se que "a economia tem ciclos e que não é sempre possível que o ritmo de crescimento de um ano seja superior ao ritmo do ano anterior".

Apesar destes cenários e previsões, António Costa citou dados do último trimestre de 2018 para dizer que, "tanto o consumo privado, como acima de tudo, o investimento, aceleraram de forma significativa, com este último a crescer acima de 7% face ao ano anterior".

Além disso, os dados da receita mostram, segundo alegou, "o continuado ritmo de crescimento da economia portuguesa".

"Em janeiro e fevereiro, tanto a receita de IRS como as contribuições sociais cresceram acima de 7% face ao mês homólogo de 2018. A receita de IVA cresce a um ritmo de dois dígitos. E trata-se de impostos e taxas que não sofreram aumentos, sendo exclusivamente atribuível o crescimento da receita a mais emprego, mais rendimento e maior atividade na economia portuguesa", afirmou.

Outro fator a ter em conta, acrescentou, é o concurso do novo sistema de incentivos à inovação, que encerrou na sexta-feira, e que recebeu 1.155 candidaturas, com a previsão de investimento de 2.840 milhões de euros e criação de 16.250 postos de trabalho.

“Este é o maior investimento empresarial do PT2020, mostrando bem como o investimento se mantém como o principal motor da economia portuguesa, tanto mais que se trata de investimento inovador e, na sua grande maioria, protagonizado por Pequenas e Médias Empresas (PME’s), disse.

E assim ficou provado, segundo afirmou o primeiro-ministro aos deputados, o “sucesso da reprogramação do PT 2020”, programa de fundos europeus, que o Governo negociou com a Comissão Europeia, um 'dossier' do anterior ministro do Planeamento e das Infraestruturas e atual cabeça de lista do PS às europeias de maio, Pedro Marques.

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