“Se olharmos para a descida do preço do barril de petróleo e para os valores do gasóleo, que continuam elevados, sem acompanhar percentualmente a referida descida, não encontramos justificação possível”, sustenta a associação em comunicado, inquirindo a tutela sobre se tem “em marcha medidas para reverter a situação”.

Segundo recorda, o preço do barril de petróleo estava, a 15 de outubro, nos 80,91 euros, rondando então o preço médio do gasóleo os 1,404 euros por litro.

Um mês depois, na passada quarta-feira, o preço do barril tinha descido para os 65,58 euros, mas o preço médio do gasóleo, pelo contrário, subiu para os 1,435 euros por litro.

“Apesar de estarmos perante uma descida superior a 15 euros, a realidade é que o preço do gasóleo pouco ou nada se alterou — neste caso vemos mesmo uma subida –, quando, na realidade, esta descida deveria (e teria obrigatoriamente) de se refletir (consideravelmente) no preço final do litro de gasóleo”, refere a ANTRAM.

Alertando que “o setor dos transportes está numa situação limite”, enfrentando custos “excessivos e incomportáveis para as empresas do setor”, a associação avisa que estas, “não podendo assegurar sozinhas este custo extra, terão necessariamente de o imputar ao cliente/consumidor, ficando estes irremediavelmente lesados”.

“A manter-se esta situação está em causa a atuação do setor dos transportes, a sua sobrevivência e, necessariamente, o próprio crescimento da economia nacional”, advertem os transportadores, apelando ao Governo para que “intervenha e operacionalize celeremente medidas que permitam às empresas de transportes e ao setor enfrentar e combater este flagelo”.

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