"Os resultados dos testes confirmaram o uso de gás mostarda", indicaram à AFP fontes ligadas à OPAQ, que não quiseram ser identificadas.

Segundo o governo da região autónoma do Curdistão iraquiano, estes ataques foram realizados pelo grupo Estado Islâmico (EI). O EI realizou 50 disparos de morteiro nas cidades de Gweyr e Majmur, ao sudoeste de Erbil. Cerca de 40 dessas explosões projetaram um pó branco e um líquido preto, segundo o ministério dos Peshmergas curdos. Um total de 35 combatentes inalou o gás e alguns foram transferidos para o exterior para tratamento.

O governo da região autónoma declarou em outubro que os testes sanguíneos destes combatentes confirmavam a presença de "traços de gás mostarda". "A pedido do governo iraquiano, o diretor-geral enviou uma equipa de especialistas ao Iraque para ajudar na investigação sobre a eventual utilização de armas químicas", indicou o porta-voz da organização, Malik Ellahi. "A equipa completou a missão e compartilhou os resultados do trabalho técnico com o governo iraquiano", acrescentou.

O gás mostarda, que provoca transtornos respiratórios, cegueira momentânea e bolhas muito dolorosas, foi usado pela primeira vez pelos alemães na Bélgica em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. Descrito como "categoria 1", o que significa que não é utilizado fora da guerra química, foi proibido pela ONU em 1993.

O EI realizou lançou uma grande ofensiva em junho de 2014 no Iraque que lhe permitiu assumir o controlo de grandes áreas a norte de Bagdade.

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