Richard Meier foi acusado por quatro mulheres com quem trabalhou, entre elas duas que descreveram incidentes que decorreram ao longo dos últimos dez anos no seu apartamento em Nova Iorque, e por uma quinta que o conheceu durante o desenvolvimento do projeto do Getty Center, em Los Angeles.

A assistente do arquiteto em 2009, Laura Trimble Elbogen, na altura com 24 anos, afirmou, citada pelo New York Times, que Meier a convidou para o seu apartamento, ofereceu-lhe vinho, mostrou-lhe fotos de mulheres nuas e lhe pediu que se despisse para ser fotografada.

A sua assistente de comunicação, Alexis Zamlich, na altura com 22 anos, referiu que, no mesmo ano, numa visita ao seu apartamento, Meier se despiu à sua frente. Zamlich afirmou ainda que recebeu um acordo legal no valor de 150.000 dólares que requeria que os funcionários da firma recebessem um treino contra o assédio sexual.

Scott Johnson, o diretor de operações da firma de Meier entre 2003 e 2010, confirmou que recebeu queixas de Zamlich e Elbogen, mas disse ter feito “tudo o que podia”, incluindo “instalar fortes políticas contra o assédio e treino” nas quais Meier também participou.

Judi Shade Monk, que começou a trabalhar com o arquiteto com 26 anos, em 2003, afirmou que, após ter sido avisada por diversos funcionários para “não ficar no escritório até tarde”, durante uma festa na firma, Meier agarrou a sua roupa interior por baixo do vestido.

Por sua vez, Stella Lee, que começou a trabalhar para Richard Meier em 2000, disse que foi avisada pela anterior diretora de comunicação da firma, Lisetta Koe, que a alertou para escrever uma carta com as “datas e detalhes do abuso” como prova, se algo acontecesse.

Na carta, recentemente publicada, consta que foi convidada para o apartamento de Meier, onde o encontrou vestido apenas com um roupão aberto, expondo o seu corpo totalmente nu.

Na década de 1980, em Los Angeles, durante a época em que o arquiteto estava a desenhar o Getty Center, Carol Vena-Mondt, uma ‘designer’ que não trabalhava para o arquiteto, disse que teve que fugir depois de Meier a puxar forçosamente para a cama.

Richard Meier, confrontado com as acusações referidas no The New York Times, disse que se retirar como fundador e diretor da sua firma por seis meses, declarando que estava “profundamente perturbado e embaraçado pelas várias acusações de mulheres que ficaram ofendidas” com as suas “palavras e ações”. Na mesma declaração, pediu ainda desculpa pelas “ofensas” e pelo seu “comportamento”.

A firma Richard Meier & Partners, fundada por Meier em 1963, é considerada uma das mais conceituadas do mundo.

Desde que foi divulgado o caso de Harvey Weinstein, vários escândalos relacionados com acusações de assédio, agressão sexual e violação foram denunciados em vários países do mundo.

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