Em declarações no final da missa na Sé do Porto, Assunção Cristas concordou com a declaração do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa de que a escritora “já está no panteão do coração de todos os portugueses” e mostrou-se disponível para validar uma futura transladação.

“[Para o panteão nacional] certamente que sim. Da parte do CDS, seremos os primeiros a apoiar e a suscitar essa questão (…). Concordo com o Presidente da República quando diz que já está no panteão de todos os nossos corações”, afirmou a líder centrista.

Sobre a vida e obra da escritora, Assunção Cristas afirmou: “o mais que podemos dizer é que estamos profundamente gratos por aquilo que foi, pelo que nos deixou como obra e sabemos que ela não morre e continuará por gerações e gerações em todos aqueles que a leem e apreciam”.

Convidada a refletir sobre o desafio deixado pela escritora na sua obra de cada um ser capaz de se olhar ao espelho e fazer autocrítica, a líder centrista respondeu tratar-se de uma obra que todos podem e devem “revisitar porque é de uma extraordinária profundidade”.

“É de um conhecimento rigoroso e muito profundo daquilo que é a natureza humana e tem sempre um apelo permanente a afundarmo-nos em nós próprios, em olharmo-nos ao espelho e fazermos uma autocrítica e em crescermos todos”, disse.

Agustina Bessa-Luís, que morreu na segunda-feira, no Porto, aos 96 anos, nasceu em 15 de outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante.

O nome da escritora, que se estreou nas Letras com o romance "Mundo Fechado", em 1948, destacou-se em 1954, com a publicação de "A Sibila", obra que lhe valeu os prémios Delfim Guimarães e Eça de Queiroz.

Agustina recebeu também, por duas vezes, o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores, a primeira, em 1983, pela obra "Os Meninos de Ouro", e, depois, em 2001, por "O Princípio da Incerteza I - Joia de Família".

A escritora foi distinguida pela totalidade da sua obra com o Prémio Adelaide Ristori, do Centro Cultural Italiano de Roma, em 1975, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2015.

Em 2004 recebeu o Prémio Camões e o Prémio Vergílio Ferreira.

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