Os planetas errantes são planetas que não orbitam nenhuma estrela e no caso estudado apresentam massas comparáveis à de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, localizando-se numa região de formação de estrelas próxima do Sol, na direção das constelações de Escorpião e Ofiúco.

Os astrónomos utilizaram dados de vários telescópios do OES, no Chile, e do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia, tirando partido do facto de "alguns milhões de anos após a sua formação estes planetas estarem ainda suficientemente quentes para brilharem, o que os torna diretamente detetáveis pelas câmaras sensíveis dos grandes telescópios", refere o OES em comunicado.

O estudo, publicado na revista da especialidade Nature Astronomy, sugere que poderão existir milhares de milhões destes planetas gigantes a "vaguearem" pela Via Láctea sem estrela hospedeira.

Não se sabe exatamente o que leva ao aparecimento dos planetas errantes. Uma das hipóteses é que nasceram do colapso de uma nuvem de gás demasiado pequena para a formação de uma estrela. Outra hipótese é que terão sido ejetados do seu sistema planetário progenitor.

A equipa de astrónomos espera estudar com mais detalhe estes planetas com o telescópio ELT, o maior telescópio ótico do mundo em construção no Chile, com a participação de empresas e cientistas portugueses.

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