Estes ativistas fazem parte do mesmo grupo internacional que também integra os manifestantes que na segunda-feira interromperam o discurso do primeiro-ministro português, António Costa, no jantar de aniversário do PS, atirando aviões de papel para criticar a construção do aeroporto no Montijo.

O movimento internacional Extinction Rebellion (XR) - Rebelião de Extinção, em português - tem vindo a aproveitar várias iniciativas de visibilidade mediática para ativismo social não-violento. Em Portugal, já realizaram dez iniciativas.

Hoje, na ‘city’, o centro financeiro da capital britânica, um grupo de 13 ativistas vestidos de fatos pretos, com as cabeças cobertas por uma espécie de máscara transparente, ‘colaram-se’ uns aos outros, a fim de impedir a passagem para dentro do prédio da bolsa.

Todos eles carregavam mensagens de protesto pelas alterações climáticas, tais como "Emergência climática", "Conta a verdade" ou "Não podes comer o dinheiro".

Ao mesmo tempo, outro grupo de pelo menos quatro ecologistas subiu nesta manhã até o topo de um comboio, na zona de Canary Wharf, e colocou cartazes.

Os protestos começaram no dia 15 e desde então a Polícia Metropolitana de Londres realizou mais de mil detenções de pessoas ligadas a estes protestos.

A polícia alertou para a "probabilidade de toda a City sofrer alterações" durante o dia de hoje depois de o grupo XR ter revelado que os atos se concentrariam hoje no setor financeiro "e nos impactos corrosivos que o setor financeiro tem sobre o mundo em que vivemos. "

Os manifestantes exigem que o governo da primeira-ministra conservadora Theresa May tome medidas contra as mudanças climáticas.

Durante os últimos dias, os ativistas, a que se juntaram personalidades como atores, músicos ou académicos, bloquearam várias zonas concorridas do centro da capital, como Ponte de Waterloo, Praça do Parlamento, Oxford Circus e Mable Arch.

Entre suas exigências ao Executivo britânico está a declaração do estado de emergência climática e ecológica, a redução das emissões de CO2 a zero até 2025 e criar uma assembleia de cidadãos para lidar com as decisões que afetam o aquecimento global.

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