Na segunda-feira, a Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa alertou para a alegada degradação do serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa, considerando que prejudica a mobilidade dos utentes na cidade.

Em resposta enviada hoje à Lusa, o Metropolitano de Lisboa realçou que, “no passado recente, encarou e resistiu a um desgaste dos seus recursos em resultado de uma política de desinvestimento de que foi alvo pelas orientações estratégicas que durante esse período haviam sido definidas”.

Entre estes fatores destaca “um decréscimo considerável do seu efetivo de trabalhadores, com particular impacto nas áreas operacionais no período compreendido entre 2010 e 2015”, nomeadamente menos 10% no número de maquinistas e de cerca de 15% no número de agentes de tráfego e operadores comerciais.

“Devido a esta redução no número de trabalhadores das áreas operacionais (com a expansão da rede até ao Aeroporto em 2012 e até à Reboleira já em 2016), tornou-se mais difícil o cumprimento dos horários, com repercussões naturais no aumento dos tempos de espera entre comboios”, explicou a empresa.

O Metro admitiu, ainda, que existiu um “elevado desinvestimento em termos de manutenção e aquisição de material circulante ao longo dos anos mais recentes”, o que “levou a uma maior dificuldade em garantir a total disponibilidade das composições”.

No entanto, a empresa realçou que a atual administração “tem orientado todos os seus esforços na reposição das condições indispensáveis à prestação de um serviço público de transporte” de qualidade, tendo desencadeado “os procedimentos necessários à contratação de 30 novos colaboradores/maquinistas”.

Nas críticas que fez ao funcionamento do Metro, a Comissão de Utentes realçou que “todos os dias se sucedem situações e problemas que demonstram a vertiginosa degradação do serviço público” prestado pelo Metropolitano de Lisboa, pelo que se assiste “à ocorrência sucessiva de ‘perturbações na linha’", somando-se as situações de falhas e interrupções na circulação.

A Comissão de Utentes utentes criticaram a redução do número de comboios em circulação - que atribui à falta de motoristas do Metro e à falta de manutenção e às avarias do material circulante -, as plataformas e carruagens sobrelotadas, sem conforto nem condições de segurança, além da degradação física das estações.

A associação de utentes atribuiu ao “anterior Governo e à anterior administração do Metro” as principais responsabilidades “pelo desastre que está a acontecer”, mas sublinhou que a atual administração está a dar continuidade aos objetivos do anterior Governo, “com a complacência e passividade da Câmara Municipal de Lisboa e do atual Governo”, que prometeu resolver estes problemas, sem concretizar estas promessas até agora.

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