O Tribunal Regional de Innsbruck (oeste da Áustria) explica a condenação na transcrição de um interrogatório perante agentes antiterroristas austríacos durante o qual o homem, de 27 anos, confessou os crimes.

O acusado retratou-se na primeira audição do julgamento, em fevereiro, e disse que tinha havido um erro na tradução e que nunca tinha matado ninguém.

No entanto, o júri condenou-o em primeira instância por cinco votos contra três, e aceitou o testemunho inicial, como pedia o Ministério Público.

“Relatou que matou a tiro soldados feridos. Inclusivamente voltei a perguntar-lhe e confirmou-o”, afirmou o tradutor do acusado, que foi chamado a depor para esclarecer se havia um erro na transcrição do interrogatório inicial.

A declaração incriminatória foi escrita em árabe e o acusado leu-a e assinou todas as páginas.

O advogado de defesa criticou falhas no processo e disse haver uma grande diferença entre o que o seu cliente dissera e o que aparecia na declaração por escrito.

Nesse documento, o arguido reconhece ter matado soldados gravemente feridos sem esperança de sobreviver para “evitar o seu sofrimento”.

O condenado vivia na Síria, num campo de refugiados palestinianos e fazia parte de milícias islamitas vinculadas ao Exército Livre da Síria, escreve a agência de notícias austríaca APA.

O acusado disse ao tribunal que o Governo sírio matou o seu irmão por ter participado nos primeiros protestos contra o Presidente, Bashar al-Assad, em 2011.

“O regime matou o meu irmão. Tinha uma arma para me defender a mim e à minha família”, disse.

A decisão agora noticiada é passível de recurso.

A Síria vive há seis anos uma guerra civil, entre o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, movimentos de oposição e grupos extremistas islâmicos.

A ONU estima que pelo menos 320.000 pessoas morreram e milhões foram obrigadas a fugir desde o início do conflito armado na Síria, em março de 2011.

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