O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, anunciou hoje que o seu país fechou a fronteira com a Itália, admitindo apenas exceções justificadas com recomendações médicas, e ordenou a repatriação de austríacos que estejam em território italiano.

“Chegou o dia de tomar novas medidas”, disse Kurz, para justificar decisões como a suspensão de aulas nas universidades e reuniões com mais de 100 pessoas (em recintos fechados) ou 500 pessoas (ao ar livre).

Espanha e Malta suspenderam todos os voos de e para Itália e vários países, como a Áustria, Reino Unido e Irlanda estão a divulgar alertas com recomendações de reserva de deslocação para todas as regiões daquele que é o país europeu com um maior número de infetados e de mortes provocados pelo novo coronavírus.

Também a Sérvia está a limitar temporariamente a entrada no seu território de viajantes provenientes de Itália, num pacote de medidas de endurecimento do combate ao vírus.

As autoridades da República Checa anunciaram o encerramento de todos os estabelecimentos escolares, enquanto a vizinha Polónia está a proibir aglomerações de pessoas e a reforçar o controlo de fronteiras.

Os viajantes que cheguem por estrada, comboio ou barco estão sujeitos a controlo de temperatura e os seus dados de contacto podem ser coligidos para contacto futuro.

A Federação Polaca de Futebol anunciou hoje que os adeptos não poderão assistir a dois jogos amigáveis da seleção nacional agendados para este mês, com a Finlândia e com a Ucrânia.

Com sete casos de contaminação confirmados, a Eslováquia proibiu aglomerações de pessoas, por duas semanas, e ordenou que todos os cidadãos que regressem da China, Coreia do Sul e Itália sejam colocados em quarentena, durante 14 dias.

Todas as escolas, universidades de jardins de infância da capital, Bratislava, ficarão fechados durante esta semana.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.000 mortos.

Cerca de 114 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 63 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 463 mortos e mais de 9.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

A quarentena imposta pelo governo italiano ao Norte do País foi alargada hoje a toda a Itália.

O Governo português decidiu suspender todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas.

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