“A eventual ou hipotética falta de união e coesão no futuro executivo não nos levará a parte nenhuma, levará apenas a perda de tempo e à não resolução de problemas. É, pois, do interesse de todos a concentração de esforços para recuperarmos o tempo perdido, da minha parte tudo farei para que impere o diálogo com todos”, disse.

A autarca, que falava no decorrer da cerimónia da tomada de posse no Centro de Congressos da Câmara de Portalegre disse ainda que está “extremamente empenha” em “cooperar” com todos os eleitos, nos próximos quatro anos.

“Estou extremamente empenhada em cooperar com todos os que foram eleitos, seja para assembleia municipal, câmara municipal e juntas de freguesia. Considero de extrema importância que, em conjunto, possamos delinear e concretizar os melhores projetos, porque estou certa de que todos ambicionamos um melhor futuro para o nosso concelho”, disse.

“Tenho a certeza que é necessário um esforço coletivo, do qual nenhum eleito deve ficar fora”, acrescentou.

Fermelinda Carvalho, que desenvolveu um discurso onde prometeu “mais trabalho” em áreas como a saúde, educação, turismo, comércio, juventude e captação de investimento, entre outras, sublinhou ainda que não vai “baixar os braços” junto do Governo exigindo investimentos para o concelho.

“Ao Governo central iremos exigir que execute os compromissos que assumiu, ou seja a construção do Centro de Formação da GNR, seja as obras do Palácio da Justiça, seja a barragem do Pisão [concelho vizinho do Crato]”, disse.

Fermelinda Carvalho, que nos últimos três mandatos foi presidente do concelho vizinho de Arronches, também no distrito de Portalegre, eleita pelo PSD, venceu nas eleições autárquicas de 26 de setembro a Câmara de Portalegre, que era gerida há dois mandatos por Adelaide Teixeira, do movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).

A coligação PSD/CDS-PP liderada por Fermelinda Carvalho venceu em Portalegre com 38,39% dos votos, tendo conquistado três mandato.

Já o PS, cujo candidato era Luís Moreira Testa, ficou com dois mandatos (25,35% dos votos) e a CLIP conquistou outros dois mandatos (25,12% dos votos).

A CDU não conseguiu manter o vereador eleito em 2017, tendo alcançado 6,56% dos votos, o partido Chega ficou-se por 1,95% dos votos e o Bloco de Esquerda 0, 41%, num concelho em que, dos 20.033 eleitores inscritos, foram às urnas 64,92%.

Em declarações hoje à Lusa, a ex-presidente do município, Adelaide Teixeira, explicou que renunciou ao mandato porque o “lugar” deve ser “dado aos novos” no futuro.

“Eu acho que ajudarei mais se estiver nos bastidores. Renunciei precisamente para que não haja aquela impressão de que irei estar cá para perturbar, não quero que isso aconteça.”, disse.

Adelaide Teixeira disse ainda que está “longe” de poder confirmar ou não se nos últimos dias têm sido desenvolvidas negociações entre a CLIP e a coligação PSD/CDS-PP com o objetivo de gerar entendimentos na governação.

Já o socialista Luis Moreira Testa assumiu a função de vereador, acrescentando à Lusa que não foi contactado pela coligação PSD/CDS-PP para assumir pelouros ou outro tipo de entendimentos no futuro.

“Comigo não [negociações], isso terá de ser perguntado ao presidente da concelhia do partido, comigo não houve qualquer aproximação, mas também acho que não deve haver”, disse.

Já Fermelinda Carvalho disse à Lusa que “só” após a tomada de posse que ocorreu hoje vai questionar as outras forças políticas sobre um eventual acordo de governação.

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