António Oliveira Salazar, figura maior do Estado Novo, nasceu no Vimieiro, uma freguesia do concelho de Santa Comba Dão, mas a criação de um espaço dedicado àquele período da História portuguesa não foi pacífica ao longo dos anos.

Em 2007, o município de Santa Comba Dão, então presidido por João Lourenço, anunciou a intenção de criar um museu em torno da figura do antigo ditador, motivando um conjunto de movimentos contra e a favor.

João Lourenço pretendia desenvolver "um projeto que permitisse abordar de uma forma descomplexada um período da história, no qual Salazar foi figura maior".

O projeto incluía um espaço museológico onde estariam expostos vários objetos que pertenceram a Salazar, outro de investigação de documentação existente referente a esse período e um terceiro que retrataria a história de Portugal entre 1926 e 1974, com o nome de "corredor da História", contendo referências à Guerra Colonial, à Segunda Guerra Mundial e ao 25 de Abril de 1974.

Previa, ainda, "reconstruir os edifícios que pertencem à família de Salazar e ao município de Santa Comba Dão, de modo a recriar o ambiente existente à época do Estado Novo", com visitas guiadas e "uma loja com produtos do concelho, destacando-se os vinhos de marca própria a registar, os enchidos, as castanhas, a broa de milho e o presunto".

O projeto acabou por falhar por falta de capacidade financeira do município e também por não ter sido possível captar parceiros que investissem nele.

O atual presidente da Câmara, Leonel Gouveia, considera que a criação de um centro interpretativo do Estado Novo é “fundamental” como alavanca para todo o projeto de desenvolvimento turístico em curso no concelho.

O projeto que pretende desenvolver prevê a instalação do centro interpretativo do Estado Novo na escola-cantina Salazar, que foi construída naquele tempo.

O autarca espera que quem vier a visitar o centro “passe a conhecer uma época”, de forma dinâmica e interativa, num “espaço vivo de investigação e pedagógico”, daí considerar desadequado o nome de museu.

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