Segundo o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV), que tem sede no São Sebastião, a medida enquadra-se no Programa de Incentivo Financeiro à Qualificação dos Blocos de Parto do Serviço Nacional de Saúde e visa melhorar as condições da prestação de cuidados a parturientes e recém-nascidos da população servida pelo hospital – que envolve cerca de 350.000 utentes do norte do distrito de Aveiro e sul da Área Metropolitana do Porto.

A candidatura do CHEDV à aquisição e substituição de equipamentos foi contemplada com 302.000 euros pelo Ministério da Saúde, mas o programa previa que outros contributos pudessem ser captados para financiamento da intervenção e é nesse âmbito que se enquadram os apoios dos cinco municípios que têm o São Sebastião como hospital de referência: Feira, Arouca, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Vale de Cambra.

“Lançámos o desafio às câmaras municipais da nossa região e elas, de forma imediata, aceitaram colaborar connosco, algo que, no âmbito deste programa de requalificação dos blocos de partos, muito raramente aconteceu a nível nacional”, declara à agência Lusa o presidente do Conselho de Administração do CHEDV, Miguel Paiva.

A Câmara de Oliveira de Azeméis, por exemplo, deu ao hospital 5.000 euros para a aquisição e substituição dos referidos meios técnicos, com o que o presidente dessa autarquia, Joaquim Jorge Ferreira, quis demonstrar “o compromisso da câmara municipal em promover e salvaguardar os interesses da população, designadamente no domínio da saúde”.

Das restantes autarquias que têm o São Sebastião como hospital de referência, também Arouca, São João da Madeira e Vale de Cambra contribuíram individualmente com 5.000 euros para os novos equipamentos dos blocos de partos, enquanto a Câmara da Feira financiou a intervenção com 15.100 euros.

Miguel Paiva diz que esses apoios foram canalizados para “uma incubadora com ventilador, um ecógrafo, camas de parto e diverso material materno-fetal”, o que permitirá atualizar o parque de equipamentos disponíveis e substituir alguns recursos que “já estavam ao serviço há muitos anos”.

O administrador do São Sebastião realça que são “muito significativas” as necessidades de investimento em equipamento por parte de uma unidade “com a complexidade e dimensão" do CHEDV.

“Para além de ser necessário assegurar a substituição de equipamentos avariados ou obsoletos, é importante que haja capacidade de irmos adquirindo material que acompanhe a evolução tecnológica, assegurando desta forma o acesso dos nossos doentes às melhores condições de tratamento e garantindo que os nossos profissionais dispõem dos meios necessários para desempenhar as suas funções”, explica.

Nesse esforço financeiro, “todos os apoios são bem-vindos” e Miguel Paiva aponta outro formato de cooperação que tem sido assíduo no CHEDV: “O dos mecenas, que, felizmente, também têm contribuído de forma generosa para esta instituição”.

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