A paralisação de 24 horas esteve inicialmente agendada para o dia de hoje, mas acabou por ser adiada porque, segundo explicou à agência Lusa Luís Venâncio, da Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), os sindicatos quiseram “dar mais uma oportunidade” à administração da empresa.

“Adiámos num ato de boa-fé para conseguir atingir [um consenso]. Não conseguimos atingir consenso e a empresa não sai daquela do ‘recorram ao tribunal’. Se é ‘recorram ao tribunal’, vamos fazer mais um forcing e mantemos a greve”, sublinhou.

Segundo o sindicalista, a principal reivindicação dos trabalhadores da Scotturb é o pagamento de créditos vencidos a trabalhadores, sem qualquer discriminação entre sindicalizados ou não sindicalizados.

Luís Venâncio explicou que esses créditos, que se estima ser de “milhares de euros” por cada trabalhador, dizem respeito ao subsídio de trabalho noturno.

“Estamos a falar de uma variável que começa a ser paga às 20:00 e até às 07:00. Se o trabalhador trabalhar durante esse período, ganha 25% da retribuição base no seu salário. Portanto, estamos a falar de trabalhadores que não receberam este montante desde o tempo da Rodoviária Nacional (extinguiu-se em 1995)”, frisou.

Por outro lado, os trabalhadores reivindicam também melhorias salariais, uma vez que ganham “pouco mais do que o salário mínimo nacional”.

“Em relação aos salários, aquilo que não compreendemos é que, independentemente daquilo que aconteceu com a pandemia, a empresa fez dos maiores investimentos nesta nova empresa que criou (Royal Express) e continua a esquecer-se dos trabalhadores. É inadmissível que a empresa faça uma atualização do salário de cinco euros quando o salário mínimo nacional aumentou 40 euros”, apontou.

A Lusa contactou fonte da empresa Scotturb para obter uma reação a esta greve, mas até ao momento não teve uma resposta.

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