Em declarações à agência Lusa, o comandante Fernando Pereira da Fonseca, disse que a AMN vai estar nas praias com um dispositivo constituído por elementos das capitanias, Instituto de Socorros a Náufragos e polícia marítima.

“Não vamos ter nenhuma operação especial, o que vamos fazer é aquilo que temos feito sempre que o tempo está mais quente e não está aberta a época balnear, que é pôr o nosso dispositivo praticamente todo no terreno, quer na parte molhada como na parte seca, e fazer ações de sensibilização”, disse.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está previsto tempo quente para o fim de semana, com temperaturas máximas que em algumas regiões estarão acima dos 30 graus Celsius.

“É obvio que as pessoas estiveram este tempo todo confinadas e agora querem usufruir da praia, querem ir a banhos, mas até dia 6 de junho a época balnear ainda não estará aberta. Por isso, vamos colocar o dispositivo nas praias numa atitude preventiva e de sensibilização para evitar que as pessoas tenham comportamentos de risco”, adiantou.

O comandante Pereira da Fonseca lembrou que a época balnear ainda não começou e, portanto, as praias ainda não têm nadadores-salvadores, nem estão colocados dispositivos de segurança nas praias.

“O que pretendemos é que as pessoas nos vejam, que vejam o Instituto de Socorros a Náufragos na água, que vejam as patrulhas da polícia marítima. Mas sempre que forem desrespeitadas as normas instituídas, o dispositivo irá atuar, mas sempre numa postura construtiva”, sublinhou.

O Governo anunciou na sexta-feira as medidas a adotar nas praias durante a época balnear a partir de 06 de junho, no âmbito do plano de desconfinamento, e que incluem, entre outras medidas, a limitação da lotação de bares e restaurantes a 50%, bem como uma possível reorganização das esplanadas para assegurar a distância de segurança.

A distância física entre os utentes deve ser de 1,5 metros e entre chapéus de sol, toldos ou colmos de 3 metros.

O decreto-lei que determinou a situação de calamidade até 31 de maio permite “deslocações para assistência de pessoas vulneráveis”, para “fruição de momentos ao ar livre, designadamente em parques, nas marginais, em calçadões, nas praias, mesmo que para banhos, ou similares”.

Na terça-feira, o ministro da Administração Interna foi questionado sobre que regras se aplicam a quem quiser ir à praia até ao início da época balnear, tendo respondido: “Até lá apanhar sol e ar puro é compatível com as regras de distanciamento físico”.

Eduardo Cabrita frisou que cabe aos portugueses garantir o respeito pelas regras de distanciamento e evitar “os ajuntamentos”, porque se for necessário as forças de segurança “cumprirão a sua missão”.

Anteriormente, a AMN tinha referido, numa resposta enviada à agência Lusa, que as regras de distanciamento físico já estão em vigor noutros setores da sociedade e os portugueses têm sabido respeitá-las, esperando que a mesma atitude seja adotada nas praias.

A AMN adiantou também que vai estar nas praias, a partir de 6 de junho, “com um robusto dispositivo”, constituído por elementos das capitanias, Polícia Marítima e estações salva-vidas, para garantir que as pessoas não adotam “comportamentos de risco”.

As regras de acesso às praias neste verão, devido à covid-19, que foram apresentadas na semana passada, estão esta semana a ser discutidas pelo Ministério do Ambiente e com todos os municípios com praia.

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