As primeiras fossas foram localizadas a 3 de fevereiro e desde então as autoridades encontraram dezenas, dentro de dois terrenos na comunidade de Santa Rosa.

Os corpos foram localizados por peritos em quase 50 sepulturas em vários pontos dos terrenos.

As autoridades informaram que os corpos correspondem a adultos e que alguns foram enterrados há mais de cinco anos.

Representantes do governo estiveram reunidos com familiares de pessoas desaparecidas na região para recolher amostras de DNA e dados que possibilitem uma eventual identificação dos corpos.

"A partir da recuperação dos primeiros corpos, a Direção de Serviços Periciais iniciou os trabalhos de identificação dos corpos para, caso necessário, avisar os familiares", anunciou o Ministério Público em comunicado.

O estado de Colima, na costa do Pacífico, registou um aumento de violência por estar localizado num ponto estratégico para o tráfico de drogas. A região faz fronteira com Jalisco e Michoacán, estados com forte presença de cartéis do narcotráfico.

Na semana passada, o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador anunciou um plano nacional para localizar mais de 40.000 pessoas que estão dadas como desaparecidas, sendo que muitas vítimas de violência estão ligadas ao narcotráfico.

O governo informou também que mais de 1.100 fossas clandestinas foram localizados e quase 26.000 corpos ainda não foram identificados. De resto, em estados como Chihuahua, Durango e Veracruz foram registadas fossas clandestinas com quase 200 corpos.

Em Veracruz, os peritos trabalham desde o ano passado num terreno onde, segundo testemunhas, estariam enterradas quase 500 pessoas. Posteriormente, o governo indicou que a maioria dos desaparecidos são jovens com idades entre 17 e 29 anos, de classes sociais mais desfavorecidas e do sexo masculino.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) informou que em 11 anos foram localizadas mais 1.300 fossas, com quase 4.000 corpos.

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