No banco dos réus vão estar seis homens que ocuparam cargos importante no banco suíço no momento dos delitos, entre 2004 e 2012, que são acusados de procedimento bancário ilegal, branqueamento agravado de fraude fiscal ou cumplicidade.

Na mira da justiça francesa está também a UBS AG, a empresa-mãe, por procedimento bancário ilegal e branqueamento agravado de fraude fiscal, e a sua filial francesa, UBS França, por cumplicidade.

Os funcionários do banco convidavam potenciais clientes para eventos exclusivos, como torneios de golfe, concertos de ópera ou competições desportivas, para os convencer a abrir contas não declaradas na Suíça.

Em sua defesa, a entidade alega que atuou em conformidade com o direito suíço e assegura que não podia saber se os clientes cumpriam ou não as suas obrigações fiscais em França.

A partir de 2011, com o início das investigações, o banco mudou de estratégia e obrigou os clientes a regularizarem a situação com o fisco francês ou a encerrarem a sua conta.

O UBS tentou negociar um acordo com a justiça francesa para evitar o julgamento, mas a multa requerida, no valor de 1.100 milhões de euros, ficou longe dos 300 milhões que o banco oferecia, o que impossibilitou o pacto.

O julgamento começa oito meses depois de o ex-ministro socialista do Orçamento, Jérôme Cahuzac, ter sido condenado a dois anos de prisão e cinco de inelegibilidade para cargos públicos por ter enganado o fisco, com uma conta aberta na Suíça em 1992 no UBS.

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