"Se a responsabilidade maior pela atual situação na União de Freguesias é do presidente da Junta, a responsabilidade política é partilhada por Rui Moreira/CDS e pelo seu movimento político, que lhe retiraram a confiança política em 2015 e lha voltaram a dar em 2017, sem qualquer tipo de explicação e com as consequências que hoje se evidenciam", afirma em comunicado o BE/Porto.

Para os bloquistas, Rui Moreira e CDS "não podem continuar a fingir que nada se passa, nem manter o silêncio cúmplice que têm mantido em relação a toda esta situação", considerando que "este silêncio só se pode interpretar de uma forma: cumplicidade e confiança política".

A Lusa noticiou na segunda-feira que o executivo daquela União de Freguesias tem dois elementos demissionários que ainda não foram substituídos, sendo que a um destes membros foram retirados os pelouros na sequência de um e-mail que criticava a atuação do presidente.

No comunicado, subscrito pelos dois eleitos na Assembleia da União de Freguesias do Centro Histórico e pela coordenadora concelhia do BE, o partido defende que, perante estes factos, o presidente da Junta, António Fonseca, que foi eleito pelo movimento de Rui Moreira, “não tem condições para exercer o cargo que desempenha".

"O seu comportamento não dignifica a União de Freguesias, nem os seus órgãos democráticos. E se antes as críticas partiam dos partidos da oposição, agora são os próprios vogais e membros do Movimento de Rui Moreira/CDS quem o afirma. Aliás, a eleição da nova Mesa só foi possível graças aos votos de membros eleitos por aquele movimento", sustenta o BE.

Em declarações à Lusa, o presidente daquela União de Freguesias, acusou o BE de estar a usar a junta para atacar Rui Moreira e avisou que não tem intenções de abandonar o cargo.

"Qual é a agenda do Bloco, querem vir para o executivo?", declarou António Fonseca, sublinhando que esta atitude mostra que os eleitos "não estão preocupados com a população, apenas com lugares".

António Fonseca classificou ainda esta reação do BE de "disparatada" e garantiu que o executivo está a funcionar com normalidade, mesmo com dois elementos demissionários.

Os bloquistas acusam ainda o movimento independente de Rui Moreira de ter “os piores tiques antidemocráticos”, afirmando que, com esta situação no Centro Histórico, “torna-se cada vez mais claro que mais não faz do que replicar as piores práticas antidemocráticas de que acusa os partidos políticos, nomeadamente colocando os seus interesses políticos à frente dos interesses das cidadãs e dos cidadãos da União de Freguesias".

O Bloco lembra que "o caos político" que se vive naquela junta não é novo, recordando que há cerca de um ano o BE e várias outras forças políticas apresentaram moções de censura ao presidente da Junta, António Fonseca.

Na altura, afirmam os bloquistas, estiveram na origem dessas moções "um conjunto de factos graves, nomeadamente a ameaça de encerramento de várias creches e ATL sob responsabilidade da Junta, o atraso no pagamento de salários aos funcionários, e o ‘clima de terror' e assédio moral praticados pelo presidente da Junta e denunciado pelas trabalhadoras da União de Freguesias".

A Lusa tentou obter uma reação do presidente da Câmara e do seu movimento, mas até ao momento sem sucesso.

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