Para o Dia da Catalunha (“A Diada”), a primeira depois do referendo de 01 de outubro do ano passado, os movimentos separatistas catalães querem reunir um milhão de pessoas em Barcelona para mostrarem que o objetivo de independência desta região espanhola está mais vivo do que nunca.

À agência Lusa, a deputada Isabel Pires, que irá representar o BE nas iniciativas, sublinhou que o partido continua “a condenar a repressão do Estado espanhol às nacionalidades que existem no seu território”, sendo “imperativo inverter o caminho de escalada de vias autoritárias para lidar com oposições ou opiniões distintas do regime”.

“A saída do PP do Governo só pode ter esse caminho”, defendeu, sublinhando que o BE tem “tido uma posição muito clara de solidariedade para com os presos políticos e para com o movimento de autodeterminação da Catalunha, que teve um momento importante a 01 de outubro do ano passado, com um escalar da violência do estado espanhol”, que os bloquistas condenam.

Na terça-feira, Isabel Pires visita ainda o Parlament e a Generalitat, tendo encontro também marcado com a ERC (Esquerra Republicana Catalana) e CUP (Candidaturas de Unidad Popular).

Hoje ao final da tarde, a deputada bloquista participa já num ato público de solidariedade com Anna Gabriel, uma das deputadas da CUP exilado na Suíça, em Vilanova i la Geltru.

O BE tem mantido contactos com vários partidos e movimentos catalães, pretendendo com esta visita tornar a “solidariedade mais ativa”.

O atual primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, que chegou ao poder em junho passado, tem tido uma atitude mais dialogante com os separatistas do que o seu antecessor, o conservador Mariano Rajoy.

Mas, a sua proposta, feita no início desta semana, de organizar um referendo na Catalunha para aumentar os poderes autonómicos da região já foi recusada pelos principais dirigentes separatistas, que continuam a defender a realização de um referendo de autodeterminação.

Os independentistas reclamam há muito tempo um referendo sobre a independência da Catalunha, em moldes semelhantes aos que foram realizados no Quebec (Canadá) ou na Escócia (Reino Unido).

O processo de independência da Catalunha foi interrompido em 27 de outubro de 2017, quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma na sequência da realização de um referendo de autodeterminação organizado pelo executivo regional independentista em 01 de outubro do mesmo ano e que foi considerado ilegal.

As eleições regionais, que se realizaram em 21 de dezembro, voltaram a ser ganhas pelos partidos separatistas.

Nove dirigentes separatistas estão presos à espera de julgamento por delitos de rebelião, sedição e/ou peculato pelo seu envolvimento na tentativa falhada em 2017 de separar a Catalunha da Espanha.

O principal líder independentista, o ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont, vive exilado na Bélgica, depois de a Justiça espanhola não ter conseguido a sua extradição da Alemanha, para ser julgado por crime de rebelião.

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