No final de uma reunião de emergência à porta fechada convocada pela Estónia, França e Irlanda, os seis países em questão (juntamente com os Estados Unidos, Noruega e Reino Unido) afirmaram na sua declaração que o objetivo da Bielorrússia era também "desestabilizar os países vizinhos" e "desviar a atenção das suas próprias crescentes violações dos direitos humanos".

A sessão de emergência durou pouco mais de meia hora. A declaração não menciona a Rússia, que tem apoiado a Bielorrússia desde o início da crise e que, antes da reunião, tinha negado as acusações ocidentais, assegurando que não estava envolvida com Minsk no envio de migrantes para a fronteira com a Polónia.

"Esta tática é inaceitável e pede fortes reação e cooperação internacionais para pedir contas à Bielorrússia", disseram os signatários da declaração lida pelo embaixador estónio Sven Jürgenson, sem, contudo, mencionar quaisquer medidas concretas.

"Mostra como o regime de (Alexander) Lukashenko se tornou uma ameaça à estabilidade regional. Exortamos as autoridades bielorrussas a porem termo a estas ações desumanas e a não porem em risco a vida das pessoas", acrescentaram. Os signatários expressaram também a sua "solidariedade com a Polónia e a Lituânia".

"[Nós] estamos prontos para debater novas medidas que podemos adotar para os apoiar e visar os envolvidos que contribuem para as atividades do regime de Lukashenko que facilitam a passagem ilegal das fronteiras externas da UE", disseram.

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