Em todo o país, foram detidos 442 manifestantes que participavam na “marcha da justiça”, que, só na capital, Minsk, juntou cerca de 50.000 pessoas, segundo a imprensa local, número inferior ao registado em domingos anteriores.

Em Minsk foram detidas 226 pessoas, segundo o Ministério, que contabilizou um total de 20.000 manifestantes em 24 protestos não autorizados em todo o país.

As manifestações ao domingo sucedem-se desde as presidenciais de 09 de agosto, que deram a vitória a Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, o que é contestado pela oposição e não é reconhecido pela União Europeia (UE).

As 442 detenções de domingo juntam-se às 430 realizadas na véspera, sábado, numa manifestação de mulheres.

As detenções, frequentemente associadas a brutalidade policial, segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos, ascendem a vários milhares de pessoas desde o início da crise.

Nos primeiros três dias de protestos a seguir às eleições foram detidas 6.000 pessoas. A seguir, o número de detenções baixou, mas nas últimas semanas voltou a aumentar, elevando-se agora a 10.000 desde o início dos protestos.

A repressão policial fez por outro lado seis mortos e centenas de feridos, segundo a oposição.

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