“O Alto Representante Josep Borrell organizará uma reunião informal com Svetlana Tikhanovskaia e os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados membros da UE na manhã de segunda-feira em Bruxelas”, declarou Peter Stano à agência francesa France-Presse.

Svetlana Tikhanovskaia deverá depois dirigir-se ao Parlamento Europeu.

A União Europeia não reconhece Alexander Lukashenko como Presidente da Bielorrússia e prepara-se para impor pesadas sanções aos funcionários do regime desse país, algo que será discutido entre os ministros da diplomacia e, em seguida, apresentado aos líderes europeus na cimeira de 24 e 25 de setembro.

Depois de Varsóvia, esta será a segunda saída oficial da candidata presidencial, que fugiu para a Lituânia após contestar a vitória reivindicada por Lukashenko.

A opositora anunciou que está a preparar uma lista dos membros das forças de segurança do regime responsáveis pela violência e detenções arbitrárias, com vista a um possível processo no futuro.

A Bielorrússia tem sido palco de várias manifestações desde 09 de agosto, quando Alexander Lukashenko conquistou um sexto mandato presidencial, numas eleições consideradas fraudulentas pela oposição e parte da comunidade internacional.

Nos primeiros dias de protestos, a polícia deteve cerca de 7.000 pessoas e reprimiu centenas de forma musculada, suscitando protestos internacionais e ameaça de sanções.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitaram a recente vitória eleitoral de Lukashenko e condenaram a repressão policial, exortando Minsk a estabelecer um diálogo com a oposição.

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