O presidente boliviano, Luis Arce, e o ministério da Cultura falaram separadamente sobre a decisão da Cultura do Peru do último fim de semana de declarar as festividades "Danza Morenada, Rey Moreno e Rey Caporal do departamento de Puno como Património Cultural da Nação".

O ninistério da Cultura da Bolívia disse numa nota nota citada pela agência France-Presse que essas danças "fazem parte do Carnaval Folclórico de [a cidade de] Oruro", a maior festa religiosa do país, declarada pela Unesco em 2001 como "Obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade".

Também destacou que essas danças compõem a festa religiosa "Señor Jesús de Gran Poder" na cidade de La Paz, declarada pela Unesco em 2019 como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Arce disse depois no Twitter que a Bolívia "reivindica" as declarações da Unesco sobre as duas festividades religiosas que "encantaram o planeta, mas acima de tudo, universalizaram a cultura boliviana".

Os ritmos, acordes e trajes das danças da "Morenada" e do "Caporal" são bastante semelhantes nos dois países.

Elas são uma representação da escravidão e da exploração que os espanhóis exerceram durante a colonização, logo seguidos pelos proprietários de terras locais.

A região peruana de Puno faz fronteira com o departamento boliviano de La Paz e ambos os países partilham o lago Titicaca nessa área.

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