Numa entrevista à imprensa à saída da Base Aérea de Brasília, após a posse do novo comandante da Aeronáutica, Bolsonaro foi questionado sobre a fusão das duas empresas e respondeu que a proposta atual poderia afetar os interesses do país.

"Seria muito boa essa fusão [da Embraer com a Boeing], mas nós não podemos [aceitar o acordo], como está na última proposta, não é? Daqui a cinco anos, tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação é essa, é um património nosso", disse Bolsonaro, sem entrar em mais detalhes.

Na entrevista, Bolsonaro referia-se a uma opção de venda de ações que garantia à empresa brasileira o direito de desfazer-se totalmente dos 20% que teria da 'joint venture' que pretende criar com a Boeing para fabricação de aeronaves comerciais.

Em dezembro, a Embraer e a Boeing anunciaram que aprovaram os termos da parceria para criar uma nova empresa de aviação comercial, que ainda depende de aprovação do Governo brasileiro, que detém uma ação especial da Embraer chamada golden share, que lhe dá o direito de barrar este tipo de negociação.

A Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA (65%), em Alverca.

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