“Não quero eleições antecipadas, e ninguém deseja ter eleições em dezembro, mas chegámos a uma altura em que tivemos de fazer uma escolha”, afirmou junto à residência oficial, em Downing Street, após ter visitado a rainha Isabel II no palácio de Buckingham para informá-la da dissolução do parlamento hoje às 0:01 horas.

O líder do partido Conservador queixou-se de que os deputados “rejeitaram vezes consecutivas concretizar o ‘Brexit’ e honrar o resultado do referendo [de 2016]” e prometeu: “Se conseguir uma maioria absoluta, vou pôr o Parlamento a funcionar outra vez”.

O Reino Unido tinha previsto sair da UE a 31 de outubro, mas acabou por aceitar um novo prolongamento até 31 de janeiro.

As eleições legislativas são vistas como uma forma de romper o impasse no parlamento, que chumbou três vezes um acordo negociado por Theresa May e recusou aprovar em três dias o acordo negociado por Boris Johnson, inviabilizando assim a saída no final de outubro.

Apesar de as eleições terem sido aprovadas pelo Parlamento, a dissolução precisou de ser formalizada pela rainha, iniciando formalmente o período de cinco semanas de campanha eleitoral.

Johnson já tinha aberto as hostilidades esta manhã, ao escrever um artigo que foi publicado no Daily Telegraph, o jornal conservador que lhe pagou durante anos como cronista, em que compara o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, ao antigo secretário-geral do partido Comunista da União Soviética Josef Stalin.

Porém, hoje também sofreu um contratempo com a demissão do ministro para o País de Gales, Alun Cairns, por este alegadamente ter mentido quando disse que desconhecia que um colaborador tinha sido responsável pelo fim de um julgamento sobre uma violação.

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