"Nós sempre dissemos que queremos que um ‘Brexit' sem acordo descartado e como existe tão pouca confiança neste primeiro-ministro, não vamos concordar nada até ser claro e concreto o que está a ser proposto", afirmou hoje na Câmara dos Comuns.

Corbyn admitiu serem "necessárias umas eleições antecipadas", mas questiona a necessidade de serem realizadas em dezembro, invocando questões como os dias serem mais curtos e as férias de natal das universidades, lembrando que já se realizam eleições naquele mês desde 1923.

Mas Boris Johnson considera que o principal partido da oposição "ficou sem desculpas" para bloquear eleições antecipadas pela terceira vez, depois das duas tentativas do governo em setembro.

"Ele inventa desculpas cada vez mais ridículas para se esconder do povo britânico", acusou.

O parlamento vai hoje votar uma moção apresentada pelo governo que propõe a realização de eleições legislativas antecipadas a 12 de dezembro, mas para ser aprovada precisa do apoio de dois terços dos 650 deputados, equivalente a 434 deputados.

O governo pretendia que o processo de aprovação da legislação que regula o ‘Brexit' fosse concluído até ao dia da dissolução do parlamento, no final do dia 06 de novembro, após o qual começa a campanha eleitoral, normalmente 25 dias úteis antes da data das eleições.

Numa declaração escrita submetida hoje, o primeiro-ministro indicou que, depois das eleições, pretende reabrir o parlamento antes de 23 de dezembro para que os novos deputados tomem posse.

Se for chumbada, como em duas ocasiões em setembro, outros dois partidos da oposição, os Liberais Democratas e o Partido Nacionalista Escocês (SNP) anunciaram a intenção de introduzir um projeto de lei para agendar as eleições para 9 de dezembro.

Desta forma, as eleições podem ser viabilizadas por uma maioria simples.

Os 27 Estados-membros da União Europeia concordaram hoje com um novo adiamento do ‘Brexit' até 31 de janeiro, oferecendo, contudo, ao Reino Unido a possibilidade de abandonar mais cedo o bloco caso o parlamento ratifique o Acordo de Saída.

A extensão flexível do período do Artigo 50.º do Tratado da UE permitirá ao Reino Unido sair mais cedo do bloco caso o parlamento britânico aprove finalmente o acordo firmado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, e por Bruxelas e já ratificado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27.

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