Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Mafra, Hélder Sousa Silva (PSD), disse que a Escola Secundária José Saramago, a única no concelho neste nível de ensino, tem, neste ano letivo, mais 10 turmas do que o que a sua capacidade permite, funcionando cada uma com 30 alunos, em vez de terem 20.

Por outro lado, pela primeira vez, existem quatro turmas de ensino secundário a funcionar na Escola Básica 2,3 da Malveira e duas na Escola Básica 2,3 da Ericeira, “quando não estão vocacionadas para o ensino secundário”.

Ao aumento populacional que se regista no concelho, o social-democrata alertou que o Ministério da Educação cortou “de forma ideológica” nos contratos de associação dos colégios de Santo André, na Venda do Pinheiro, e Miramar, em Santo Isidoro, reduzindo nesses privados “turmas que não têm lugar no público”.

O corte nos contratos de associação aconteceu nos últimos dois anos, na sequência da parceria estabelecida entre a tutela e o município para a requalificação e ampliação das escolas básicas de segundo e terceiro ciclos da Venda do Pinheiro, Malveira e Ericeira.

O investimento de sete milhões de euros ficou concluído este ano, com a conclusão das obras na escola da Ericeira, prontas no início deste ano letivo, já depois da Venda do Pinheiro e Malveira.

Segundo Hélder Sousa Silva, os cortes nos contratos de associação implicaram a transferência não só de alunos do privado para três escolas públicas, que foram ampliadas, mas também de alunos do ensino secundário, quando não era suposto.

“Cortaram turmas dos contratos de associação, pondo os alunos como sardinhas em lata na escola e ensacando as escolas da Malveira e Ericeira com alunos do secundário quando não têm essa valência”, sublinhou.

A existência de alunos do secundário nas escolas básicas da Malveira e Ericeira está a “sobrecarregar a câmara com transportes escolares e a obrigar os alunos a irem para longe de casa”, explicou.

Para o autarca, é urgente “resolver o problema, ampliando a rede pública ou restabelecendo os contratos de associação” com os colégios privados, onde existe “capacidade e houve famílias a optar por aí manterem os filhos a pagar”.

Hélder Sousa Silva defendeu que o contrato de associação com o Colégio Santo André deve ser alargado a mais turmas, para resolver o problema “no eixo da Malveira e Venda do Pinheiro”, zonas do concelho que registam maior aumento populacional.

Na reunião pública da câmara, os vereadores do PS criticaram o PSD de falta de visão, mas o social-democrata respondeu que o município requalificou a rede de escolas do primeiro ciclo, investiu também nas escolas do segundo e terceiro ciclos, quando estas e o ensino secundário são responsabilidade do Governo.

Os socialistas mostraram-se solidários com o problema e com a procura de soluções quer na rede pública, quer no privado dentro deste concelho do distrito de Lisboa.

(Notícia atualizada às 15h42)

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