“Temos um concurso público internacional que será lançado, julgo que até final do ano, porque o contrato com a Eurest [concessionária de cantinas escolares do município do Porto] acaba em março [de 2021] e, portanto, a partir de março haverá um novo concessionário”, declarou Rui Moreira.

O autarca falava à margem de uma manifestação dos trabalhadores das cantinas do município portuense que esta manhã protestaram contra a precariedade que vivem no âmbito dos contratos de trabalho, notando que o vencedor do concurso público tanto pode ser a Eurest, como pode não ser.

“Aquilo que é tradição é que a empresa que ganha o concurso, se não for a mesma, fica com os trabalhadores que estavam, mas isso é uma coisa que não podemos impor”, observou o presidente da Câmara do Porto.

Rui Moreira acrescentou que a autarquia, principalmente num ano de pandemia e aflição das famílias, gostaria de prolongar o contrato até ao fim do ano letivo, mas que não o vai poder fazer.

“Temos de cumprir a contratação pública e vamos cumprir”, disse.

Questionado pelos jornalistas sobre o que vai acontecer hoje aos alunos das escolas básicas do 1.º ciclo do município do Porto que ficam ou podem ficar sem almoço por causa de uma greve que o sindicato disse ter uma adesão na ordem dos 90%, Moreira disse que não tinha “esses números de adesão à greve”.

Acrescentou que, se não houver refeição, os alunos “terão que ir para casa”, porque não há “outra solução”.

“Isso é o direito à greve. Quem faz greve pretende, naturalmente, exercer pressão. É legítimo. Não vamos suspender o direito à greve. Essa não é a nossa competência. A nossa competência será ajustar as cantinas em função dos trabalhadores que estão a trabalhar. Agora não sei qual é a adesão”, declarou.

O autarca observou que esta greve não é “relativamente à Câmara”, estando em causa o problema laboral de “um fornecedor da Câmara”.

A greve de hoje contra a precariedade dos trabalhadores da Eurest, concessionária das cantinas escolares do município do Porto, teve uma adesão na ordem dos 90%, disse à Lusa o Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Norte.

Segundo Francisco Figueiredo, outro dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Norte, “a esmagadora maioria das cantinas das escolas do Porto concessionadas pela Câmara do Porto à Eurest, “não está a funcionar” e das “45 cantinas [concessionadas àquela empresa], 37 não vão ter hoje comida para os alunos”.

Os trabalhadores pedem uma resolução urgente para os contratos “com termo indeterminado” que lhes está a ser apresentado e que permite que possam ser “despedidos em qualquer momento”.

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