A questão catalã está a dominar a pré-campanha desde que em finais de setembro o Rei de Espanha constatou a falta de apoios para investir um executivo minoritário do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).

Estas eleições são as quartas dos últimos quatro anos, o que mostra a dificuldade em encontrar acordos entre partidos para garantir um Governo estável.

As sondagens indicam que tanto o bloco de partidos de esquerda (PSOE, Unidas Podemos e Mais País) como o de direita (PP, Cidadãos e Vox) não irão conseguir alcançar a maioria absoluta de deputados sem a ajuda dos votos dos partidos independentistas catalães, o que ninguém quer.

A pré-campanha foi marcada pelo aumento da violência na Catalunha desde que em meados de outubro foi publicada a sentença de 12 dirigentes independentistas desta região espanhola responsáveis pela tentativa de autodeterminação de 2017.

O PSOE, que estava a subir nas intenções de voto dos espanhóis, voltou a descer e PP e Vox (extrema-direita) têm subido alguns pontos nos últimos dias à custa de uma descida do Cidadãos (direita liberal).

Segundo os observadores, a solução para que um Governo minoritário do PSOE tome posse deverá passar pela abstenção do PP e do Cidadãos na sessão de investidura do futuro executivo.

As sondagens apontam para um aumento da abstenção, com os eleitores cansados de idas sucessivas às urnas.

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