Segundo adiantou a mesma fonte, apesar do intervalo para almoço, os advogados Paulo Saragoça da Matta e João Costa Andrade, mandatários, respetivamente de Joe Berardo e André Luiz Gomes, não vão sair do edifício onde está instalado o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), na antiga sede da Polícia Judiciária, em Lisboa.

Durante a manhã, as diligências foram preenchidas com a inquirição do André Luiz Gomes, não se tendo ainda iniciado a fase dedicada ao empresário Joe Berardo, segundo fontes ligadas ao processo.

Hoje, à chegada ao TCIC, cerca das 10:15, o advogado de Joe Berardo manteve a incógnita sobre se o empresário vai depor no interrogatório do juiz Carlos Alexandre no processo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), tendo previsto e acertado que as diligências que envolvem o seu constituinte não iam terminar durante a manhã de hoje.

Na altura, Paulo Saragoça da Matta escusou-se a comentar aos jornalistas se a prova indiciária recolhida contra o empresário madeirense assenta mais em prova documental ou em escutas telefónicas, alegando não dizer nada sobre isso porque o inquérito está em segredo de justiça.

Quanto ao facto de Joe Berardo, na qualidade de arguido, poder optar entre prestar declarações ao juiz Carlos Alexandre ou remeter-se ao silêncio (uma prerrogativa dos arguidos), o advogado limitou-se a dizer "não sei", mantendo a incógnita e a dúvida sobre a estratégia da defesa que se irá desenrolar nesta fase de inquérito.

À chegada, o advogado observou que "há muita matéria [do processo] para ser vista", adiantando que pretendia ainda continuar a consultar os autos" do processo CGD, que levou à detenção na terça-feira de Berardo e do advogado de negócios deste, André Luiz Gomes.

O advogado João Costa Andrade, defensor de André Luiz Gomes, chegou mais cedo ao TCIC, cerca das 09:10, por ser o primeiro a ter diligências com o juiz do TCIC Carlos Alexandre.

O empresário Joe Berardo está indiciado por burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, falsidade informática, falsificação, abuso de confiança e descaminho ou destruição de objetos colocados sob o poder público.

O caso, que conta com 11 arguidos, foi tornado público depois de uma operação policial em que foram feitas cerca de meia centena de buscas, três das quais a estabelecimentos bancários, e que levou à detenção do empresário e colecionador de arte e do seu advogado de negócios André Luiz Gomes, suspeito pelos mesmos crimes.

Segundo comunicados da PJ e do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em causa no processo está um grupo "que entre 2006 e 2009 contratou quatro operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de euros" e que terá causado "um prejuízo de quase mil milhões de euros" à CGD, ao Novo Banco e ao BCP.

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