Em comunicado, a União dos Oficiais da Guardia Civil sublinha que a situação que as forças de segurança enfrentam na Catalunha assemelha-se ao que “se passou no País Basco em 1981”.

O documento foi emitido na sequência dos “lamentáveis incidentes que estão a acontecer na Catalunha”:

“As forças e os corpos de segurança do Estado estão cercados em hotéis, abandonados à sua sorte e foram traídos por alguns Mossos d’Esquadra (corpo de polícia da autonomia da Catalunha) desleais e controlados por políticos traidores que assistem através do WhatsApp ao linchamento dos nossos companheiros”, alerta o documento.

“Não temos outro remédio e por isso pedimos para que se atue. Que sejam protegidos, reconfortados e que sejam acompanhados e que se tomem decisões”, acrescenta a União dos Oficiais da Guardia Civil.

“Senhor Rajoy (primeiro-ministro), senhor Sanchéz (líder do PSOE), senhor Rivera (líder do partido Ciudadanos), a Guardia Civil morre, mas não se rende. A Guardia Civil existe para servir com honra o Estado, com lealdade, com abnegação, com firmeza e com prudência e de forma serena perante o perigo e sem violência”, frisa a declaração.

No mesmo documento o organismo diz que está a ser “atirada gasolina contra o fogo” acusando “alguns políticos” de desejarem uma fratura do Estado, a anarquia, a revolução e situações insensatas.

A União dos Oficiais da Guardia Civil acrescenta que o corpo de segurança está à altura das circunstâncias, mesmo quando a Catalunha se parece, neste momento, com o País Basco em 1981, numa referência direta a um dos períodos mais violentos da história contemporânea espanhola.

A União dos Oficiais da Guardia Civil pede aos políticos para estarem à altura das circunstâncias.
“Que dialoguem, mas atuem antes que seja tarde e que se note que há um sentido de Estado e que não se faça passar para a opinião pública a ideia de que não há Estado”, afirma o organismo.

“Não deixem que sejam os funcionários públicos a pagar os erros da falta de ação. Velem (pela Guardia Civil) ou retirem-nos. Façam o que façam, nós não fazemos julgamentos. A Guardia Civil morre mas não se rende”, diz o comunicado que alerta que a história vai julgar os políticos pelo que acontecer.

"A história vai julgar-vos, mas a nós não, porque nós somos leais", conclui a nota.

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