Catarina Martins fez esta tarde uma curta arruada no centro de Barcelos, no distrito de Braga — ao qual o partido dedica hoje todo o décimo dia de campanha –, e no final foi questionada pelos jornalistas sobre as declarações de Rui Rio que, em entrevista à Rádio Renascença, avisou para a possibilidade de uma nova geringonça “com o BE ativo dentro do Governo”.

“Eu bem sei que a direita fica muito incomodada com o Bloco de Esquerda. É bom sinal. É sinal de que sabem que estamos aqui para defender uma Segurança Social pública”, afirmou, reiterando que os bloquistas não vão aceitar a “lei da selva” que a direita pretende no mercado laboral.

Para Catarina Martins, neste momento na campanha “está-se a falar do que é necessário”, ou seja, de “entendimentos para o país e da força da esquerda para que esses entendimentos sejam sobre o que conta”.

“Eu tenho ouvido o discurso do doutor Rui Rio que aparentemente confunde algumas sondagens com os resultados eleitorais. Os resultados eleitorais são feitos porque quem vai votar”, criticou.

O presidente do PSD considerou hoje que o secretário-geral do PS, António Costa, está “na iminência de perder as eleições” legislativas e a baixar o nível da campanha, sugerindo-lhe que “perca com dignidade”.

Na perspetiva da líder bloquista, “quem vai votar no domingo vai impor uma derrota à direita”.

“E vai permitir que o Bloco de Esquerda tenha força para condicionar uma solução de Governo que responda pelo que é fundamental, que não deixe que ninguém seja esquecido, que respeite quem trabalhou toda uma vida e que dê perspetivas a quem é jovem e a quem aqui quer trabalhar”, insistiu.

O BE, segundo Catarina Martins, combaterá “o projeto de destruição da direita”, ao mesmo tempo que não deixará “que alguém seja esquecido nesta urgência que é dar condições de vida a quem trabalha e a quem trabalhou toda uma vida”.

“O que eu reparo é que a direita fala de qualquer coisa para não falar do seu programa. O que é que a direita vai fazer no dia a seguir às eleições? Não o pode dizer”, condenou.

Interrogada sobre se estaria disponível para abdicar de um contrato a quatro anos com o PS nas negociações pós-eleitorais com o PS, Catarina Martins referiu que “uma governação em ziguezague, à vista, sem direção não serve o país”.

“Eu acho que o país não abre mão desse contrato forte de governação para Portugal e é por isso que a esquerda sabe que é com o BE que conta como terceira força política para impor um contrato de Governo em Portugal que respeita quem trabalha e quem trabalhou toda uma vida”, afirmou.

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