“Portugal, como o resto da Europa, tem de ter resposta. A extrema-direita só cresce quando não há resposta. Cresce quando as pessoas se sentem excluídas da democracia e do estado social”, realçou a líder bloquista.

Catarina Martins falava no Teatro São Luís, em Lisboa, à margem de uma homenagem a José Carvalho, assassinado há 30 anos, à porta da então sede do PSR (Partido Socialista Revolucionário), na Rua da Palma, por um grupo de neonazis.

Para a coordenadora do BE, o crescimento da extrema-direita está associado à precarização do estado social.

“[A extrema-direita] está associada à falência do estado social e à precarização do trabalho. Nós temos gente que olha o futuro e vê que vai ser pior”, indicou.

De acordo com Catarina Martins, os sociais-democratas foram cúmplices na degradação do Estado, “quando capitulou perante o capitalismo financeiro”.

“Deixou que os direitos fossem se desgastando, os salários se degradando. Foi cúmplice da degradação dos serviços públicos”, realçou a coordenadora do BE.

Todavia, a líder bloquista assegurou que a esquerda pretende garantir uma democracia real, com a responsabilidade de lutar pelos direitos dos cidadãos.

“A esquerda que é esquerda tem responsabilidade de lutar pelo direito do trabalho, pelo salário digno… Ter a certeza que o Serviço Nacional de Saúde chega a toda gente, a escola. Garantir que a democracia é real e não apenas formal”, concluiu.

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