"O Governo português tem de, junto do Governo espanhol, exigir o encerramento da central de Almaraz, cujo prazo de vida já terminou, é uma central envelhecida, de risco. Já houve manipulação de dados em anos anteriores, vários dos inspetores das entidades do Estado espanhol já avisaram para os problemas. Fica a 100 quilómetros da fronteira, mesmo sobre o Tejo. Um eventual acidente diz-nos respeito e o país não pode ficar sem fazer nada", disse.

As declarações da dirigente bloquista foram prestadas num passeio de barco no Tejo, junto a Salvaterra de Magos, assinalando a decisão da véspera da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) de classificar o Tejo Internacional como "reserva da biosfera".

Segundo Catarina Martins, há "duas grandes ameaças" sobre o rio: "a poluição", pois "o anterior Governo tirou metade dos inspetores" e os perigos da "central nuclear de Almaraz [construída na década de 1970], que já devia ter fechado", uma vez que "os acidentes nucleares não se resolvem, previnem-se", defendeu.

"O BE fez já várias iniciativas sobre a poluição no Tejo. Já levantei o problema com o primeiro-ministro, num debate quinzenal. Faremos mais trabalho. Mantemos esta exigência, que se renova. As questões da poluição e do risco nuclear não são questões com que possamos brincar", insistiu a deputada bloquista naquela ação de consciencialização ambiental.

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