Segundos depois entra na sala Assunção Cristas, a última a chegar, como uma noiva, não fosse este o dia do divórcio. No pavilhão, já mais de meio cheio, perto de 700 pessoas, o aplauso vai subindo de tom, à medida que os congressistas percebem quem acabou de chegar.

São 11:38 quando a líder fala pela primeira vez: "[...] Cumpre-me hoje reconhecer uma evidência: falhei o resultado. Falhei porventura a análise das possibilidades que se abriam com as novas circunstâncias políticas e os resultados ficaram muito aquém das minhas e das vossas expectativas".

Assunção Cristas agradece a todos, faz um mea-culpa, fala na matriz do CDS, na carta de princípios alicerçada na democracia-cristã, e cita o consolo das palavras do Papa Francisco - "a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade".

Agora, e já depois do minuto de silêncio por Freitas do Amaral, começa um novo ciclo no CDS: cinco candidatos à liderança e doze moções serão apresentados ao congresso. Noventa e oito congressistas terão a palavra, numa discussão que se alongará e só terminará por volta das duas horas da manhã, deixando o tempo exacto para a elaboração, verificação e impressão das listas. A votação começará às nove da manhã e à hora de almoço o CDS terá um novo líder.

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