Em declarações à agência Lusa, o xeque David Munir explicou que a oração foi feita em vários sítios do espaço religioso – sala de culto, parte de cima, pátio e refeitório – com “um número muito reduzido” de pessoas.

“Onde eu podia pôr - na Mesquita - aproximadamente três mil pessoas, hoje só entraram 180”, realçou o imã, lembrando que todas as regras de distanciamento de segurança foram cumpridas, bem como a medição da temperatura e a utilização obrigatória de máscara.

De acordo com David Munir, a Festa do Sacrifício, em Lisboa, foi apenas celebrada hoje até às 12:00.

“Nos países islâmicos é que se vive mais esta festa, de dois dias ou três dias. Hoje foi o dia [em Lisboa] e acabou”, salientou.

Muçulmanos de todo o mundo assinalam hoje o início do “Eid al-Adha”, ou Festa do Sacrifício, apesar da pandemia de covid-19, que afetou quase todas as celebrações e rituais da peregrinação anual a Meca.

Os últimos dias da peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, coincidem com o “Eid al-Adha”, um festival que dura quatro dias durante os quais os muçulmanos abatem gado e distribuem carne pelos pobres.

Questionado sobre a retoma da principal oração de sexta-feira, Salat al-Jummah, o imã da Mesquita Central de Lisboa adiantou que já começou a ser realizada há duas semanas.

“Já começámos, mas também muito controlado. Temos voluntários impecáveis que se dedicam e que vão dando orientações. Nós recebemos não mais do que 50/70 pessoas. Hoje é que foi um pouco mais por ser o dia de festa”, observou.

O Salat al-Jummah, que junta cerca de 1.200 pessoas, estava inativo desde 19 de março, quando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou estado de emergência.

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