“Às 15:00 (locais, 13:00 em Lisboa) havia 40.000 pessoas” na manifestação, publicou a ONG na sua página na rede social Facebook, tornando este evento autorizado um sucesso para a oposição russa, apesar da ausência de todos os seus líderes, que foram sentenciados a penas curtas de prisão.

Este é o quarto fim de semana consecutivo de protestos na Rússia, com forte presença policial.

O protesto começou às 14:00 (locais, 12:00 em Lisboa) na avenida Sakharov, perto do centro da capital russa, o único local para o qual as autoridades concordaram com a realização da manifestação.

No início oficial da manifestação, cerca de 7.200 pessoas estavam presentes, segundo a Compteur Blanc, que é especializada em contagem de manifestantes.

Silenciosamente, os manifestantes carregavam cartazes nos quais estava escrito: “Dê-nos o direito de votar” ou “Vós já nos mentiram o suficiente”, enquanto outros agitavam bandeiras russas ou retratos de ativistas presos.

A 20 de julho, a manifestação autorizada pelas autoridades locais reuniu cerca de 20.000 pessoas na avenida Sakharov.

Proibidos, os dois protestos seguintes resultaram em 1.400 e 1.000 detenções, respetivamente, evidenciando uma repressão às manifestações.

Este endurecimento também se reflete nas inúmeras buscas direcionadas aos opositores ou meros manifestantes, além da abertura de uma investigação de “branqueamento de capitais” ao líder da oposição Alexei Navalny e a condenação (com penas de prisão curtas) de quase todos os seus aliados políticos.

Outros protestos foram realizados em várias cidades russas. Em São Petersburgo, 20 pessoas foram presas, segundo a organização não-governamental OVD-Info.

Os protestos começaram após a rejeição, por motivos dúbios, de cerca de sessenta candidatos independentes nas eleições locais de 8 de setembro, num contexto de descontentamento social geral.

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