De acordo com dirigentes socialistas contactados pela agência Lusa, a intervenção do antigo ministro da Presidência dos governos liderados por José Sócrates sobre a situação da CGD acabou por ser a mais marcante da reunião da Comissão Nacional do PS, que durou cerca de três horas.

Com o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, a ouvi-lo, Pedro Silva Pereira referiu-se às controvérsias em torno dos salários e da obrigatoriedade ou não de os administradores da CGD terem de entregar declarações de rendimentos e de património no Tribunal Constitucional.

O eurodeputado socialista advertiu depois que é urgente a resolução destes dois tipos de questões, alegando que estão a "prejudicar" a ação global do Governo.

Na reunião da Comissão Nacional do PS, António Costa também escutou a eurodeputada socialista Maria João Rodrigues defender a necessidade de uma mudança de paradigma económico para que o país possa registar a prazo maiores taxas de crescimento.

Também em defesa de uma mudança do modelo económico do país, o dirigente socialista Daniel Adrião sustentou que Portugal é o único país europeu em que a mão-de-obra qualificada é remunerada ao nível da mão-de-obra indiferenciada".

"Portugal não pode entrar no segmento de competição de mercado com países como o Camboja ou o Bangladesh. Este Governo tem de ser mais bem-sucedido na equação do crescimento económico", disse.

Tal como já tinha feito na reunião da Comissão Política do PS, em outubro, o sindicalista da UGT José Abraão considerou que a proposta de Orçamento do Estado para 2017 "está aquém das expetativas e deve ser melhorada em sede de especialidade".

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