“Temos de intensificar a ação e a luta em todos os locais de trabalho e assumir o compromisso aqui de fazer deste mês de maio um mês quente, um mês de uma imensa luta pela defesa dos nossos direitos, pela melhoria das nossas condições de vida e de trabalho. Uma luta para a qual estamos todos convocados e que irá convergir numa grande manifestação nacional, em Lisboa, no dia 09 de junho, do Marquês de Pombal para os Restauradores”, disse o líder da CGTP, Arménio Carlos.

Falando junto à Fonte Luminosa da Alameda, em Lisboa, local onde terminou o tradicional desfile do Dia do Trabalhador que começou na praça do Martim Moniz, Arménio Carlos acrescentou que o objetivo da ação é “expressar as reivindicações dos trabalhadores e do povo, exigindo a rutura com a política de direita e a implementação de uma política de esquerda e soberana, que abra portas a melhores condições de vida e de trabalho, que valorize o trabalho e os trabalhadores, que valorize um Portugal com futuro”.

De acordo com o responsável, “o momento é de unir esforços e vontades para promover a convergência da luta, rejeitando apelos a maiorias absolutas que sempre se voltaram contra os trabalhadores, independentemente de serem protagonizados pelo PSD/CDS-PP ou PS”.

Para Arménio Carlos, a situação laboral no país, “por responsabilidade do Governo do PS, entrou numa fase de estagnação, frustrando legítimas expectativas que têm tido como resposta o aumento do descontentamento e da contestação dos trabalhadores e da população em geral”.

“O Governo do PS não pode continuar a dizer que é de esquerda e a convergir com a direita no que respeita à legislação laboral e à contenção salarial, ou a fazer acordos com o PSD sobre questões relacionadas com a municipalização e as políticas mais gerais da União da Europeia”, sublinhou o líder da CGTP, adiantando que o atual executivo “tem de falar menos com Bruxelas e fazer mais pelos portugueses”.

Hoje foi ainda aprovada por unanimidade uma resolução para assinalar a ocasião, com o título “Lutar por melhores condições de vida e de trabalho, valorizar os trabalhadores”.

A CGTP comemorou hoje o Dia do Trabalhador com manifestações e festividades em cerca de 40 localidades do país, enquanto a União Geral de Trabalhadores (UGT) centrou a celebração em Figueiró dos Vinhos, uma das localidades mais afetadas pelos incêndios de 2017.

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