“Discuti com o Presidente russo [Vladimir Putin] a situação trágica na Ucrânia. A UE [União Europeia] condena com a maior veemência possível a agressão da Rússia contra a Ucrânia”, escreveu Charles Michel na sua conta oficial da rede social Twitter.

Na curta publicação, em que dá conta do contacto, o presidente do Conselho Europeu indica que instou “o Presidente [russo] a cessar imediatamente as hostilidades e a assegurar a passagem humanitária segura e o acesso à assistência”, tendo ainda sublinhado “a necessidade de garantir a segurança e a proteção das instalações nucleares no meio das hostilidades na Ucrânia”.

Segundo Charles Michel, Bruxelas e Moscovo “concordaram em manter mais contactos”.

Numa outra publicação, também no Twitter, Charles Michel referiu estar em “estreito contacto com o Presidente [ucraniano] Volodymyr Zelensky”.

“A UE mantém-se firmemente do lado da Ucrânia nos esforços para aliviar o sofrimento humanitário infligido pela agressão russa e garantir a segurança nuclear. A solidariedade, amizade e assistência sem precedentes da UE para com a Ucrânia são inabaláveis”, vincou.

E, de acordo com Charles Michel, o Conselho Europeu irá “discutir o pedido de adesão da Ucrânia nos próximos dias”, numa alusão à solicitação ucraniana para obter o estatuto de país candidato à União Europeia.

Na semana passada, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou o pedido formal para a entrada do país na UE, tendo a Comissão Europeia recordado que “há um procedimento a respeitar”, complexo e moroso.

As regras europeias ditam que qualquer país europeu que respeite os valores europeus do Tratado da União Europeia e esteja empenhado em promovê-los pode pedir para se tornar membro.

Quando um país apresenta um pedido de adesão à UE, o Conselho convida a Comissão Europeia a dar o seu parecer sobre o pedido.

Cabe depois ao Conselho da UE (na formação de Conselho dos Assuntos Gerais) estabelecer e supervisionar o processo de alargamento da UE e as negociações de adesão.

As decisões tomadas no Conselho dos Assuntos Gerais sobre os países candidatos requerem o acordo unânime de todos os Estados-membros da UE.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,7 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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