Através de uma tecnologia áudio-GPS, “a aplicação será um guia que se adapta às necessidades” de cada um, afirmou João Moutinho, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que desenvolveu esta ferramenta que deverá estar disponível no complexo dos Clérigos no próximo verão.

A informação sobre os Clérigos disponibilizada no ‘smartphone’ é apresentada sobre a forma de textos e língua gestual, mas também em áudio descrição.

Depois de descarregada a aplicação e graças a uma tecnologia que funciona através de sons audíveis emitidos por altifalantes, o visitante com incapacidades visuais, auditivas e outras recebe de imediato um “estímulo (vibração ou determinado sinal acústico no telemóvel)” e a partir daí pode iniciar um percurso.

O presidente da Irmandade, Américo Aguiar, destacou que desde o início que o seu objetivo foi “tornar os Clérigos, um edifício do século XVIII, ícone da cidade, num local inclusivo”, sendo que agora “nada será obstáculo para fazer aquilo que tem que ser feito”.

“Estamos na era de que tudo é possível”, disse, “temos mais de 80% [do complexo dos Clérigos] acessível, com exceção da torre, que não é fácil. Passados 250 anos, queremos que estes pisos sejam mais acessíveis”, designadamente a quem tem deficiências visuais e auditivas.

Também presente nesta cerimónia de apresentação do projeto, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, destacou o exemplo dos Clérigos, afirmando que “é isto que faz sentido, dar vida a este património”.

A governante recordou as duas linhas de financiamento, no valor global de cinco milhões de euros, destinadas a promover a adaptação de espaços turísticos públicos e privados a pessoas com deficiência.

“As linhas de financiamento estão prestes a ser lançadas, encontram-se na fase final da regulamentação”, disse, acrescentando que têm por objetivo “permitir que pessoas com deficiência passem a dispor de acessibilidade que até aí não tinham”, através, por exemplo, da instalação de “uma plataforma elevatória”, de “uma aplicação com áudio-descrição ou língua gestual” ou ainda de um menu em braille num restaurante.

Afirmando que “Portugal atravessa um momento favorável em relação ao número de turistas” que visita o país, Ana Sofia Antunes defendeu que não se pode “deixar de aproveitar esta oportunidade”.

Américo Aguiar disse ainda que este projeto, cujo investimento estimou me mais de 200 mil euros, é realizado em parceria com a FEUP e com a Provedoria Municipal dos Cidadãos com Deficiência.

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