“Justiça climática Já!”, “Não te cales!”, “Todos juntos por um futuro melhor” ou “A Terra esgotou a paciência e nós também”, foram algumas das frases que se puderam ler nos cartazes empunhados pelos manifestantes, enquanto se ouvia, “Senhor ministro explique-me por favor, porque é que no inverno ainda faz calor!”

Com 15 anos, Raquel Rodrigues seguia no topo da marcha, juntamente com Margarida Roxo, duas das mentoras das manifestações pelo clima que se realizaram na capital algarvia.

A jovem revelou à Lusa não ser “fácil mobilizar as pessoas” havendo menos pessoas a participar desde a primeira manifestação, mas afirmou não ter perdido a força e “continuar a insistir nesta causa, porque é o nosso futuro!”.

Após ter organizado três marchas pelo clima, disse que as pessoas têm medo da mudança, “mas é isso que é preciso” e mantêm a esperança que as mobilizações e as manifestações a nível nacional e mundial “sirvam de pressão de grupo para que as coisas vão mudando”.

João Melo é outro dos adolescentes que estava na frente da marcha, de máquina fotográfica em punho, para dar “uma contribuição no audiovisual” e porque “se não forem os jovens, ninguém vai fazer nada para mudar o estado do clima”.

Com 14 anos, o jovem contou que dentro da escola já se notam alterações de hábitos “com a utilização das palhinhas de bambu, menos pessoas a usarem copos de plásticos e mais a utilizarem a bicicleta, por exemplo”.

A marcha sobe e desce as ruas farenses e, apesar de nas filas da frente as caras serem acima de tudo jovens, é possível observar manifestantes de diversas idades e até de diferentes nacionalidades.

Ditmar, de 79 anos, marchou ao lado dos jovens nas ruas de Faro e revelou ser o dióxido de Carbono que o movimenta. “Há CO2 a mais no mundo e se nada se fizer são eles [jovens] que, daqui a 50 anos, não têm o que respirar”, afirmou à Lusa, enquanto se congratula por ver a juventude a manifestar-se.

Foi pelo seu futuro e “de todos os jovens” que levou Maeva Ferrandis, de 17 anos, a juntar-se a este movimento. “Se você acreditar é capaz de fazer a mudança necessária para mudar o mundo”, afirmou à Lusa revelando que, juntamente com os amigos vão fazendo a sua parte “no dia-a-dia” para que haja essa mudança.

Quase no final da marcha o Jardim Manuel Bívar serviu de palco para alguns discursos, intervalados pelo cântico do tema Bela Ciao: “Se não pararmos de queimar carvão, Terra tchau, Terra tchau, tchau, tchau, Menos conversa e mais ação, nós somos a revolução”.

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