“É impossível ver isto como qualquer coisa menor que uma flagrante parcialidade de critérios”, comentou o diretor de campanha de Clinton, Robby Mook, numa conversa telefónica com jornalistas, na qual desafiou o diretor do FBI a explicar por que razão não quis aprofundar publicamente as investigações sobre as ligações de sócios de Donald Trump ao Governo russo.

O tema, já abordado num longo trabalho de investigação do Financial Times em outubro, voltou para as páginas dos jornais depois de na semana passada o diretor do FBI ter anunciado que estava a investigar milhares de emails encontrados no portátil do marido de uma antiga colaboradora de Clinton quando ela era secretária de Estado, entre 2009 e 2013.

“Foi o diretor [do FBI, James] Comey que abriu esta porta, foi ele que quebrou o protocolo quando divulgou informação sobre uma investigação antes de ela estar concluída”, argumentou o diretor de campanha de Clinton, fazendo eco dos muitos democratas que durante o dia de segunda-feira tentaram desviar o assunto da nova investigação à candidata democrata e centrá-lo nas ligações de Trump à Rússia.

Os comentário de Mook surgiram pouco tempo depois de uma notícia da CNBC informar que Comey não quis acusar publicamente a Rússia de intrometer-se nas eleições presidenciais norte-americanas dada a proximidade da votação, decidindo antes tornar público que estava a investigar novas provas sobre o ‘caso dos emails’ de Clinton, contextualiza a AFP.

Segundo o site politico.com, que cita uma notícia da CNBC, Comey escusou-se a assinar uma declaração pública feita pelos diretores dos departamentos de Inteligência Nacional e da Segurança Interna declarando que o governo russo estava por trás do roubo informático de emails do Comité Nacional Democrata e da campanha de Clinton, que foram depois divulgados pelo site Wikileaks.

De acordo com o site, Comey terá argumentado em privado que não queria acusar a Rússia por estar tão próximo das eleições.

O diretor do FBI “tem de explicar esta incongruência imediatamente e aplicar o mesmo critério aos associados de Donald Trum que aplica a Hillary Clinton”, vincou o diretor de campanha da candidata democrata.

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