"Queremos que a questão das crianças recrutadas seja discutida na sociedade colombiana e exigir [às FARC que cumpram] o compromisso", declarou Marta Lucia Ramirez, na quarta-feira, durante uma conferência organizada pela Procuradoria-Geral da República no município de Cerrito.

De acordo com um relatório da procuradoria colombiana, em julho do ano passado, os antigos guerrilheiros das FARC, deviam responder perante a Jurisdição Especial pela Paz (PEC) pelo recrutamento forçado dos menores.

O PEC é um mecanismo transitório criado exclusivamente para determinar violações dos Direitos Humanos e violações do Direito Internacional Humanitário cometidas durante o conflito armado.

A vice-Presidente colombiana acrescentou ainda ser imperativo que não se mantanha o "silêncio relativamente às crianças recrutadas pelas FARC", pois deve exigir-se respeito pelas questões humanitárias relacionadas com a essência humana.

Em 2016, O ex-Presidente Juan Manuel Santos assinou um acordo histórico com a antiga maior guerrilha do país. Na sequência da assinatura do acordo, que valeu nesse ano o prémio Nobel da Paz a Santos, as ex-FARC entregaram as armas e transformaram-se no partido político Força Alternativa Revolucionária Comum, com a mesma sigla.

O número de dissidentes das ex-FARC, que não aderiu ao acordo de paz no final de 2016, foi estimado em 1.200 combatentes.

O conflito armado na Colômbia, que envolveu guerrilhas, grupos paramilitares, forças do Governo e narcotraficantes ao longo de mais de 50 anos, causou mais de 260 mil mortos, quase 83 mil desaparecidos e 7,4 milhões de deslocados.

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