“Anunciei hoje o lançamento de uma linha de crédito de 400 milhões de euros, que será disponibilizada no sistema bancário na próxima semana, para permitir dar liquidez às empresas e fazer com que elas não entrem em dificuldades”, afirmou Pedro Siza Vieira aos jornalistas.

O governante, que falava à margem da conferência “Portugal: Objetivo Crescimento”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, sublinhou a necessidade de “ajudar as empresas, particularmente aquelas que têm mais consumo de energia na sua estrutura de custos e de produção, a amortecerem este choque”.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital explicou que a linha de crédito “é essencialmente dirigida a empresas cujos custos da energia têm um peso grande no custo do conjunto dos seus fatores de produção, a empresas que viram os seus custos de produção a aumentar significativamente nestes últimos tempos e têm necessidades de tesouraria acrescidas e a empresas que tiveram quebras de faturação”, dando o exemplo do setor automóvel.

Questionado sobre a eventual escassez de bens essenciais no país, sobretudo nos setores alimentar e energético, Pedro Siza Vieira, afastou para já esse cenário, mas admitiu: A subida dos preços vai “repercutir-se nos consumidores nos próximos tempos e devemos estar preparados para isso”.

O Governo, adiantou, tem vindo a trabalhar para “reforçar esses ‘stocks’ e a diversificar as fontes de abastecimento, indo a outros mercados, além da tradicional Ucrânia, para procurar fazer o abastecimento destes bens”.

O governante deu como exemplo o milho para produção de rações para animais que era, em grande maioria, importado da Ucrânia.

Entre outras medidas de apoio às empresas, Pedro Siza Vieira disse que estão a ser equacionados apoios diretos a fundo perdido, um trabalho que está a ser ultimado em conjunto com a União Europeia.

Questionado sobre a eventual desatualização do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), face às consequências que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia está a criar em todo o mundo, o ministro recusou, frisando antes que “o PRR precisa ser executado depressa porque, por um lado, a sua execução vai trazer estímulo económico e possibilidade de crescimento económico e, por outro lado, aposta em coisas decisivas para a sustentabilidade futura” da economia, dando como exemplos a transição energética e a digitalização.

Contudo, face às prioridades trazidas pelo conflito, sobretudo em matéria de acolhimento de refugiados, admitiu que poderá ser necessário redefinir algumas metas do PRR.

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