“Como muitos outros, fui surpreendido pelos comentários feitos sobre a Suécia durante este fim de semana”, afirmou Lofven, durante uma conferência de imprensa conjunta, em Estocolmo, com o governador-geral do Canadá, David Johnston.

Ao falar no Estado da florida, no sábado, Trump disse: “Vejam o que está a acontecer na Alemanha. Vejam o que aconteceu na última noite na Suécia. Suécia, quem diria? Eles (os suecos) receberam-nos (aos refugiados) em grandes quantidades. Estão a ter problemas como nunca pensaram que fosse possível”.

O comentário desconcertou os suecos e provocou muita diversão nas redes sociais, uma vez que não aconteceu nada de relevante no país na noite de sexta-feira que Trump mencionou.

“Temos oportunidades. Temos desafios. Todos os dias trabalhamos neles. Mas penso também que todos temos de ter a responsabilidade de usar informação correta e verificar a que divulgamos”, disse Lofven.

O ex-primeiro-ministro Carl Bildt foi menos diplomático: “Suécia? Ataque terrorista? Mas o que é que ele (Trump) anda a fumar?”, escreveu na rede social Twitter, no sábado.

“No último ano houve 50% de mortos só em Orlando/Orange na Florida, onde Trump falou, do que em todo a Suécia. Mau”, acrescentou hoje Bildt.

Orlando foi o local onde foi feito um ataque a um bar frequentado por homossexuais, que provocou 49 mortos. A Suécia regista cerca de 100 homicídios por ano.

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