O campeão paralímpico sul-africano Oscar Pistorius vai sair da prisão em liberdade condicional, uma década depois de matar a sua namorada, num crime que chocou o mundo, disseram as autoridades penitenciárias da África do Sul.

A saída de Pistorius do centro correccional de Pretória, onde cumpre pena de 13 anos e cinco meses, ficou marcada para 5 de janeiro.

"O Departamento de Serviços Correcionais (DCS) confirma a liberdade condicional para Oscar Leonard Carl Pistorius, efetivamente a partir de 5 de janeiro de 2024", disse um porta-voz da DCS, citado pela AFP.

Pistorius, de 37 anos, esteve perante um conselho de liberdade condicional nesta sexta-feira. Esta é a segunda tentativa de Pistorius em obter a liberdade condicional em menos de oito meses.

A primeira tentativa foi feita em março, quando o conselho descobriu que Pistorius não tinha completado o período mínimo de prisão exigido para ser libertado.

O ex-atleta paralímpico da África do Sul, Oscar Pistorius, pediu a libertação antecipada da prisão, uma década depois de matar a namorada Reeva Steenkamp, em 2013.

A mãe da vítima disse esta manhã que Pistorius ainda não estava reabilitado do crime que cometeu há dez anos, contudo o conselho de liberdade condicional decidiu conceder a liberdade ao ex-atleta.

À saída da audiência, um familiar de Reeva Steenkamp disse à AFP que Pistorius terá de "cumprir terapia" como condição da liberdade condicional.

Conhecido mundialmente como "Blade Runner" por causa das próteses de fibra de carbono, Pistorius foi, em 2017, considerado culpado de homicídio com pena de prisão de 13 anos, após um longo julgamento com lugar a vários recursos.

O campeão paralímpico matou a modelo Reeva Steenkamp, na madrugada do Dia dos Namorados de 2013, disparando quatro vezes pela porta de vidro do chuveiro da sua casa ultra-segura em Pretória.

O ex-atleta sempre se declarou inocente e negou ter matado Steenkamp com raiva, dizendo que a confundiu com um ladrão.

Na África do Sul, todos os prisioneiros ficam automaticamente elegíveis para liberdade condicional depois de cumprirem metade da sentença.

Os presos têm o direito de recorrer aos tribunais para revisão quando a liberdade condicional é negada.

No ano passado, Pistorius encontrou-se com os pais de Steenkamp como parte de um processo que as autoridades dizem que visa garantir que os presos "reconheçam os danos que causaram às suas vítimas e à sociedade em geral". A advogada da família, Tania Koen descreveu o encontro como "muito emocional" e "traumático".

Um ano antes de matar Steenkamp, Pistorius tornou-se o primeiro amputado duplo a correr nas Olimpíadas, competindo nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. A partir daí, tornou-se um nome conhecido em todo o mundo e levantou o interesse de muitos patrocinadores que lhe trouxeram fama e fortuna, mas tudo desabou após o assassinato.

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