No seu relatório anual, a CPT diz que em 2017 se registou o número mais elevado de mortes nos últimos 14 anos e mais 10 vítimas do que no ano anterior.

A organização justifica este aumento com cinco massacres particularmente sangrentos.

Cita como exemplo a morte de nove camponeses, torturados e mutilados, numa zona isolada do estado do Mato Grosso (oeste).

Outros massacres fizeram dez vítimas no Pará (norte) e seis na Baía (nordeste).

Segundo a CPT, a violência aumentou após a chegada ao poder do Presidente Michel Temer em maio de 2016.

“Os conflitos e assassínios mostram (…) a prioridade que este Governo deu aos grupos económicos, proprietários de terras e empresas rurais que, tal como no passado, se comportam violentamente para garantir o seu domínio”, disse Paulo César Moreira, da CPT, citado pela France-Presse.

O número total de incidentes baixou 7% entre 2016 e 2017, mas aumentou o número de conflitos sobre acesso à água, sobretudo nas zonas de exploração mineira.

No Brasil, os camponeses que trabalham pequenos lotes de terra são muitas vezes vistos como obstáculo à expansão do agronegócio.

Muitos deles acabam mesmo por morrer em operações levadas a cabo por grandes proprietários de terras, acusa a CPT.

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