Os incidentes foram registados na Prisão 1 da província costeira de Guayas, próxima à cidade portuária de Guayaquil (sudoeste), e na cidade andina de Cotopaxi, próxima de Latacunga (centro), especificou o Serviço Nacional de Atenção às Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI, na sigla em espanhol) através da rede social Twitter.

Na penitenciária de Guayaquil, o SNAI indicou que oito presos morreram e três polícias ficaram feridos, tendo sido transferidos para unidades de saúde da cidade.

Outro motim foi registado na prisão de Latacunga, provocando 10 mortes e outros 35 detidos ficaram feridos, assim como seis agentes, tendo-se registado ainda danos nas zonas administrativas do complexo penitenciário.

As autoridades asseguraram que a situação nas duas prisões foi controlada após a entrada de grupos especiais da polícia.

“Agentes do corpo de segurança e vigilância penitenciária, juntamente com grupos de elite da polícia nacional retomaram o controlo dos centros penitenciários”, garantiu o SNAI, num primeiro comunicado sobre a situação.

Horas antes, fontes jornalísticas alertaram de que o motim na prisão de Latacunga tinha incluído detonações, provavelmente de armas de fogo, dentro daquele centro.

Um agente da polícia indicou que vários agentes foram detidos pelos presos quando tentavam ajudar os funcionários do serviço penitenciário.

A violência nas prisões do Equador não é novidade, já que nos últimos anos têm ocorrido vários confrontos violentos entre gangues adversários.

Em abril, uma disputa entre dois grupos espalhou-se por quatro centros de detenção nas cidades de Guyaquil, Cuenca e Latacunga.

Esses confrontos fizeram cerca de 80 mortes e 20 feridos, o que gerou um debate sobre as alegadas fragilidades dos organismos penitenciários para controlar as prisões do país.

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