“O único vírus que se vai propagar [no congresso] é o vírus da luta por um futuro melhor para o nosso povo e para o nosso país”, afirmou o ex-líder parlamentar comunista, numa saudação ao XXI congresso, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, distrito de Lisboa.

Muito aplaudido pelos delegados, o autarca comunista respondeu, sem o citar, ao deputado Adão Silva, do PSD, que falou na “habilidade saloia” da realização do congresso e disse que com essa “habilidade saloia” a câmara tem um programa de 25 milhões de euros para apoiar micro, pequenos e médios empresários ou o comércio local.

Bernardino Soares contestou, de forma genérica, as medidas para conter o surto epidémico desde março e alertou que “não é combate à pandemia” o “ataque aos direitos dos trabalhadores”, a degradação dos serviços públicos e SNS”, a “suspensão da cultura, das liberdades políticas e partidárias”.

“Isso é combate à pandemia, é sim um combate à democracia”, disse, para terminar o discurso com a afirmação de que “sem democracia não há saúde nem direitos nem progresso nem futuro”.

PSD condena uso de escola com riscos para crianças, Bernardino sem comentários

“Lamentamos por parte do edil [o comunista Bernardino Soares], não apenas o seu silêncio como a forma como ignorou este pedido de informações”, insurgiu-se em comunicado o presidente do PSD/Loures, Nelson Batista.

A vereação social-democrata inquiriu o presidente da Câmara Municipal de Loures (CML) sobre o encerramento do pavilhão António Feliciano Bastos, na vizinha Escola Secundária António Carvalho Figueiredo para servir como “refeitório” aos congressistas do PCP.

Presente na reunião-magna dos comunistas, na qual já discursou, Bernardino Soares limitou-se a declarar à agência Lusa: “não tenho qualquer comentário a fazer”.

Para os sociais-democratas, a situação “revela um total comprometimento da Câmara Municipal de Loures com a organização do congresso, numa atitude em tudo reveladora de uma absoluta displicência na forma como lidam e fazem perigar a saúde e segurança das centenas de alunos”.

“Não é aceitável que centenas de alunos se vejam privados das suas aulas normais de educação física e que, para assistir a outras disciplinas, tenham que cruzar-se a poucos metros com os cerca de 600 congressistas”, critica o PSD/Loures.

Nelson Batista repudiou aquilo que classificou como “ação prepotente e verdadeiramente desrespeitadora dos cidadãos lourenses em particular e dos portugueses em geral, considerando abusiva a forma como está a colocar em risco as pessoas”.

Para resolver o problema das refeições, em virtude do recolher obrigatório a partir das 13:00 de sábado e do fecho dos estabelecimentos de restauração nas imediações, o PCP reservou o pavilhão da referida escola e também as instalações próximas dos Bombeiros Voluntários de Loures para as refeições dos elementos da organização do evento.

Hoje é o primeiro de três dias de trabalhos do XXI Congresso Nacional do PCP, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures

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